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A vida depois do balão

Quando é que chega a hora de mudar?

Não sei se cada um aqui já pensou sobre isso. Eu penso sempre. Qual é o ponto que você descobre que precisa mudar?

Penso, pois logo uma outra pergunta me vem, quando é que devo lutar para ser eu mesma? Qual é o ponto, a linha tênue, que separa respeitar a si e se valorizar com a necessidade da mudança radical?

Essa pergunta não tem uma resposta simples, nem óbvia. É uma luta constante para saber o que é melhor pra gente, o que nos fará feliz. Muitas vezes precisamos deixar que as pessoas falem o que elas acham que é melhor para gente e deixar pra lá, fazer de conta que não ouviu. Afinal, se formos viver as expectativas dos outros, nunca viveremos de verdade. Além do mundo estar cheio de gente que acha que você deveria ser mais clara, mais escura, mais gorda, mais magra, solteira, casada… seria um inferno mudar toda vez que alguém acreditasse que precisamos disso. Aí sim entra o amor próprio, ter uma visão realista de si mesma, se respeitar.

Por que se a gente não se respeita e ouve apenas o que as outras pessoas falam vamos ficar anoréxicas. Ou nos maltratar à toa, como ficar sem comer, fazer dietas malucas, acreditar em revistas de dieta da moda, se achar feia o tempo todo e nunca estar satisfeita com o próprio corpo.

Isso não é ser bonita, isso não é se respeitar. Fazer qualquer mudança apenas pelos outros ou pelo que sua família vai dizer, além de inútil será uma tortura.

Essa mudança deve partir de um motivo seu, pessoal. Algo que realmente te incomoda. Algo que você deseja mudar.

Eu tinha passado por muitas dietas, nutricionistas, personais na vida, e vivia em efeito sanfona. Em boa parte por que nunca tinha me convencido que “aproveitar” a vida e comer de tudo era menos importante, ou melhor, que ter um corpo magro era mais importante que viver a vida intensamente. Eu acreditava, como ainda acredito, que a vida é um conjunto de momentos, que fazemos o melhor deles para viver melhor e feliz.

Eu tentava emagrecer pela minha mãe, por aquele carinha que eu gostaria de ficar, ou por aquele que não me quis, ou aquela menina que me chamou de gorda. E nada disso era meu. Até que eu fiz um exame de sangue e vi que podia ficar diabética em breve. Até eu notar que me alimentar dessa forma e não fazer exercícios me fazia dormir mal, que não podia brincar com meu filho, que não conseguia subir uma escada, enfim, que não podia APROVEITAR a minha vida.

Eu tomei a decisão de colocar o balão por mim. E topei passar esse processo do meu jeito. Não com o que os outros iam falar, mas pela minha consciência. E dessa vez eu sinto que deu certo.

Dar certo é emagrecer tudo que você precisa em 6 meses? NÃO! Dar certo é entender como se alimentar de maneira equilibrada, entender que certas coisas fazem mais bem pra gente que mal, entender que fazer exercício não é gastar tempo a toa, que poder brincar sem se cansar tão fácil é bom… assim como dançar até tarde! Viver de maneira mais equilibrada é aproveitar a vida!

O acompanhamento da nutricionista e psicóloga nesse momento é fundamental! Foi ali, no consultório que eu entendi uma coisa que não tinha entendido. Eu separava comer bem e se divertir com a comida, com comer de maneira saudável. Para mim, comer o que queria era uma liberdade, afinal, quem ia gostar de passar a vida comendo apenas coisas “ruins” e saudáveis? E no final desse processo com o balão acabei descobrindo que “comer o que eu queria” era uma prisão, não liberdade.

Eu me enfiava na comida para compensar a tristeza, compensar coisas que não podia falar, o vazio que eu sentia. Eu me refugiava na comida e me afundava nela. Eu tinha compulsão e não sabia. E isso me impedia de enfrentar coisas que eu precisava enfrentar. Comer demais me impedia de ver a mim mesma. Assim como conheço pessoas que bebem demais, ou que fazem qualquer coisa demais. Pare e observe, qual é aquela coisa que é seu refúgio? Você está deixando de viver por causa disso?

Postar suas tristezas nas redes sociais ou seu amor por uma menina é melhor do que tentar e, quem sabe, quebrar a cara?

Quando eu fiz isso por mim, quando decidi mudar, eu comecei a ver minha vida por outros olhos. Muito mais que apenas perder peso, eu vi onde eu me sabotava. Comecei a pensar diferente.

Isso não quer dizer que perdi todo o peso, mas que eu sei agora como fazer para não perder o meu controle, e se perder, como me colocar na linha de novo. Não pela estética, mas pelo meu bem. Pela minha saúde, por poder brincar e aproveitar a vida com meu filhote. Emagrecer é uma consequência. Assim como ser bonita.

Para mim, a mulher bonita mesmo tem charme, tem estilo, tem inteligência, sabedoria… não é apenas um corpo, e pra você?

A única pessoa que vai sentir e saber quando precisa mudar é você.

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Festa Junina – Arraial Light

Canjica, pipoca, paçoca, quentão… Em volta da fogueira, quem é que resiste? Junho é recheado de comidinhas tentadoras. Não fique na vontade… Quer economizar outro tanto de calorias? Queime-as dançando a quadrilha!

Quentão Sem Álcool

Ingredientes:4 xíc. (chá) de água4 xíc. (chá) de suco de maçã light3 rodelas médias de limãoCasca de 1/2 laranja

6 rodelas finas de gengibre fresco

1 canela em pau

3 anizes-estrelados

4 cravos-da-índia

1 col. (sopa) de adoçante culinário

  Modo de fazer:Em uma panela, coloque a água, o suco de maçã, o limão, a casca de laranja e as especiarias. Ferva por 7 minutos, acrescente o adoçante e sirva quente.Rendimento:12 copinhos (60 ml)Calorias por porção: 20 kcal (o tradicional tem 120 calorias)
Bolo de fubá
Ingredientes:4 gemas4 claras em neve1 xíc (chá) de adoçante culinário4 col. (sopa) de margarina light3/4 de xíc (chá) de fubá3/4 de xíc (chá) de farinha de trigo1 col (sopa) de fermento em pó3/4 de xíc (chá) de leite desnatado2 col. (sopa) de requeijão light1 col. (sopa) de sementes de erva-doce
Modo de Fazer: Bata na batedeira as gemas com o adoçante e a margarina. Desligue o aparelho e misture delicadamente a farinha, o fubá, e o fermento peneirados e o leite. Acrescente as claras o requeijão e a erva doce. Coloque em uma fôrma untada com margarina light e leve ao forno pré-aquecido a 180o. C durante 45 minutos, aproximadamente. Espere esfriar e polvilhe canela em pó.Rendimento: 16 fatiasCalorias por porção: 118 kcal (o tradicional tem 354 kcal)
Canjica
Ingredientes: 1 1/2 xíc.(chá) de canjica4 xic.(cha)de água2 xic.(cha)de água-de-coco2 pedaços de canela em pau4 col (sobremesa) de adoçante culinário4 xic. (cha) de leite desnatado5 col (sopa) de coco ralado light
Modo de Fazer: Deixe a canjica de molho em água por 8 horas. Escorra, coloque na panela de pressão e acrescente a água a água-de-coco, a canela e 1 colher do adoçante culinário. Leve ao fogo e espere a panela de pressão pegar pressão e cozinhe por 15 min. Abra a panela, acrescente o restante do adoçante,o leite e o coco ralado. Ferva por mais 5 minutos. Tampe a panela e deixe esfriar.Sirva com canela em pó (ou 1 col de sopa da paçoca).
Rendimento: 10 xícaras de 150 ml
Calorias: 90 kcal ( a tradicional tem 270)
Curau
Ingredientes:4 xíc (chá) de leite desnatado2 latas de milho escorrido6 col (sopa) de adoçante culinário1 col (sopa) de margarina Light1 col (sopa) de maisena1 col (café) de essência de baunilha1 col (sob) de canela em pó
Modo de fazer: Bata no liquidificador o leite, o milho, o adoçante, a margarina e a maisena. Passe pela peneira e coloque numa panela antiaderente. Leve ao fogo médio e mexa até ficar um creme grosso. Acrescente a baunilha e distribua em taças e polvilhe com a canela. Deixe esfriar. Leve a geladeira por 30 minutos antes de servir.Rendimento: 12 taças 100 mlCalorias por porção: 60 kcal (o tradicional tem 240 kcal)

Dicas:

– A pamonha combina mais com a dieta que a paçoca. Podemos substituir a paçoca pela pamonha, ou a canjica pelo pé-de-moleque. São opções menos calóricas, mas que não deixam de ser saborosas.
– Troque o doce de leite pelo de abóbora ou pelo de batata-doce.

– Prefira um copo pequeno de quentão (120 ml) a uma latinha de cerveja (300 ml).

– Se achar melhor, opte pela canjica no lugar do chocolate quente.

Confira outras possíveis “trocas saudáveis”:

 

Espetinho de carne

melhor que

Hot Dog

Pipoca

melhor que

Amendoim

Canjica ou Curau

melhor que

Pé-de-moleque

Maçã do amor

melhor que

Doce de coco

Bolo de milho

melhor que

Cocada

Milho cozido

melhor que

Cuzcuz

Bolo de fubá

melhor que

Bolo de chocolate


Aí vão algumas dicas de como aproveitar esses quitutes com consciência:

Moderação: a chave para não passar vontade. Ao invés de passar vontade, saiba comer um pouco de cada coisa, sem exageros.
Cuidado com o grande vilão junino: o frio! Todo mundo sabe que frio é sinônimo de comer muito e, de preferência, só alimentos apetitosos e que transbordam calorias. É aconselhável que os alimentos ricos em carboidratos sejam consumidos na hora do almoço, para que o corpo tenha tempo de “queimá-los” ao longo do dia. Para piorar a situação, as roupas de inverno, que sempre escondem as formas do corpo, criam a ilusão de que não estamos engordando. Nem pense em extrapolar nas guloseimas!
Sair de casa de estômago vazio? Nem pensar! Antes de ir a tal festa junina, faça uma refeição leve.
Fazer escolhas é o caminho! Sim, a festa junina é recheada de alimentos saborosos. Mas será que você não pode abrir mão de um ou outro? De forma consciente, coma apenas o que realmente tiver vontade. Se estiver com dificuldades em “fechar a boca”, pare e pense: “Eu realmente quero comer isso?”. Na pior das hipóteses, você vai comer um, ao invés de três maçãs do amor.
Vai festejar em casa? Receitas criativas são ótimas pedidas! Trocar alguns ingredientes nas receitas é muito simples e, o melhor, o sabor é praticamente o mesmo. Substituir leite integral por desnatado, diminuir a quantidade de farinha, trocar o leite de coco pelo coco ralado…
Culpa? Esqueça essa palavra. Se, mesmo depois de todas essas dicas, você não resistiu e comeu mais que deveria, muita calma. Sentir-se culpado certamente não é o melhor caminho. Então, relaxe, respire fundo e saboreie a guloseima. Pra não pôr tudo a perder, que tal se controlar no dia seguinte? Fazer refeições leves e de baixa caloria fará com que você se sinta melhor, pode ter certeza.

Aos exagerados, a quadrilha! Uma coisa é certa: fazer exercícios físicos após exagerar nos quitutes está longe de ser um prazer – ainda mais no frio. Então, aproveite o clima junino e se exercite “à caráter”: que tal dançar a quadrilha? A idéia, além de original, ajuda a queimar muitas calorias!



Alimento

Calorias

Quantidade

Peso

Doce de Leite

116

1 colher de sopa cheia

40 gramas

Doce de abóbora com coco

86

1 colher de sopa cheia

40 gramas

Doce de banana em calda

39

1 colher de sopa cheia

48 gramas

Doce de mamão verde

78

1 colher de sopa cheia

40 gramas

Paçoca

115

1 unidade

30 gramas

Pé-de-moleque

88

1 unidade

20 gramas

Doce de coco

235

1 colher de sopa cheia

50 gramas

Cocada

404

1 unidade média

70 gramas

Arroz doce

197

1 pires

120 gramas

Canjica

136

1 pires

120 gramas

Pamonha

190

1 unidade

100 gramas

Curau

180

1 xícara de chá

120 gramas

Quindim

111

1 unidade média

35 gramas

Cachorro-quente

213

1 unidade

Varia

Churrasquinho no espeto

205

1 unidade

100 gramas

Maçã do amor

462

1 unidade

150 gramas

Milho verde cozido

320

1 unidade

Varia

Liliam Teixeira Francisco

Nutricionista – CRN 2001100044-3

Consultórios:

Barra: Città America – Av. das Américas, 700 sala 343 bloco 6 –  Tel.: 2484-5028

Niterói: Rua Cel Moreira César, 229 sala 1712 – Shopping Icaraí – Tel.: 2246-0234

Méier: Rua Dias da Cruz, 556 sala 101 – Tel.: 2289-9403 / 3273-2772

Copacabana: Av. N. Senhora de Copacabana, 1052 sala 901 – Tel.: 2246-0234

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Viagem ao Peru – Dia 4

E aí, pessoal? Como está o clima no Brasil?

Ontem foi o dia em que eu comi pior na minha opinião, não em sabor, mas sim em calorias. Não aguentei e comi doces de manhã e sobremesa.

De manhã fiz um sanduíche de salmão com azeite, tomate, alcaparras e salmão, com suco de laranja. O que posso dizer? Acordei com muita fome. Esse fuso horário me deixa louca, porquê quando vou comer são duas horas de diferença, ou seja, o café da manhã às 9 é para meu organismo 11 da manhã.

E para lanchar em levei aquela torta de maçã ali de trás, viu? Pois é, foi isso que comi de lanche da tarde.

Foi a primeira vez que eu consegui comer um menu inteiro. Salada de entrada, prato principal e sobremesa.

Acho que o fuso, misturado com muito trabalho, com ansiedade fazem isso. Acabei esquecendo de borrifar o spray pra não dar vontade de comer doce. Mas o bom é que hoje já passou.

Depois, quando já era noite, fomos passear, eu e minha mãe.  Compramos roupa, passeamos na praça e jantamos em um bistrô muito lindo. Aí eu comi uma salada pequena, pra não seguir o padrão, hahahaha.

Minha mãe foi de sopa, que aqui é uma refeição completa, além de grande.

Como sabem, tem fotos no álbum do facebook 😀

E como sempre, tenho aqui as coisas que tem apenas por aqui, una cerveja!

É a Antacrtica deles

Água de um litro!!

E um Pisco de Maracujá!

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Viagem ao Peru – Dia 3

Eu e a Inka Kola

O trabalho está pegando por aqui, fazia tempo que não tinha esse ritmo de campanha, estava desacostumada! Mas é muito bom, sabiam? Essa agitação!

Mas a pedidos eu fui atrás e experimentei a tal da Inca Kola, um refrigerante daqui do Peru. Segundo conversei aqui, ele é feito com uma raiz local, algo como fizemos com o guaraná.

Não tive coragem de tomar muito, servi apenas um pouquinho no copo para experimentar. Bom, não sei dizer exatamente como é o gosto… não é doce como o guaraná, nem azedo como sprite. Está no meio das duas coisas com um toque da coca. Huauhauhuha, é como consegui, desculpa!

E a minha luta contra o Menu Peruano continua, nos primeiros dias eu não comi nem sobremesa, nem entrada. Aí ei a minha mãe dividíamos, ela tomava a sopa da entrada e eu o prato. Ontem fomos em um restaurante diferente e tomei a sopa.

As sopas deles aqui vem com leite e ovo, é uma refeição inteira!

E resolvi comer também, mas quem disse que eu consegui?! Acabei trazendo mais da metade do prato de salada e frango para comer mais tarde.

Além de trazer maçã, frutas e pão integral do hotel pra comer entre as refeições.

Bom, e para variar um pouco da comida, ontem eu e minha mãe fomos passear e achei umas camisetas muito engraçadas. A melhor que vi foi do Peru Wars.

Para ver o resto das fotos, já sabem não? Álbum do facebook, hehehhe 😛

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Viagem ao Peru – Dia 2

Eu acho impressionante como cada povo tem mesmo a sua cultura e costumes. Esses formados por anos e anos de história, e claro, pela geografia. Algumas coisas achei interessantes, como eles não usarem azeite de oliva para temperar (usam óleo apenas para cozinhar). Assim como sempre tem um limão cortado para temperar as saladas. Além de terem ceviche como tempero normal, na mesa de cada restaurante (até mesmo chinês).

Chá de erva doce

Aqui eles tem uma coisa chamada “menu” nos restaurantes, que seria quase como um “prato feito” no Brasil. Mas aqui eles tem uma entrada, que é uma sopa, um prato principal, sobremesa E bebida, tudo por 10 soles, convertendo para o real algo como R$ 5,00. Lembra quando eu disse que a comida é muito barata?!

E a bebida não é aquele refresco, mas suco de verdade ou chá, como na foto aí em cima.

Café da manhã no hotel

Eu sempre fico ansiosa de ver como é o café da manhã nos hoteis em que fico, uma vez na Bahia tinha tapioca. E aqui, nossa, que café!

PãesSão pães, frutas, frios, cereais, panqueca com mel, doce de leite, ovos mexidos, omelete… enfim, se quiser ver todas as fotos, é só ir no álbum do facebook.

Aqui no Miraflores eles tem um cuidado redobrado com os detalhes. Em todos os lugares que olhamos tem cuidado.

Cuidado nos detalhes

Eu resolvi comer frutas, uma fatia de pão integral com cream cheese e suco de laranja e uma fatia bem pequena de camembert (que eu adoro e fazia muitos meses que não comia)

Melancia, mini banana e mamão

Comidas típicas

Depois do expediente fomos para um restaurante de comida chinesa ou chifa, como dizem aqui. A colônia chinesa é grande aqui, então eles mesclaram a comida peruana com a comida chinesa, para fazer a comida chifa.

Pato

Para aproveitar, eu experimentei uma bebida típica o Pisco Sour, algo como uma caipinha deles. Mas não é feito com cachaça, mas sim pisco, uma aguardente de uva. Muito bom e gostoso! O Pisco Sour é feito com clara de ovo também, por isso tem essa espuma.

Pisco Sour

Ir nesse restaurante foi o meu pecado da viagem, pois pelo que vi e senti, o pato é muito gorduroso!

Para ver o restante das fotos, lá no álbum! Hehehe…

E para encerrar o post, uma imagem que fiquei admirada, aqui eles tomam coca 3 litros (minha prima falou que ela já viu em São Paulo, mas eu nunca tinha visto 😛 )

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#VivaaDiferenca

Há bastante tempo tenho postado sobre o balão, a mudança e a beleza. Hoje, no entento, acho que divulgar uma campanha. #vivaadiferenca. É importante nos aceitarmos tanto quanto aceitar e respeitar o nosso próximo!

Post publicado originalmente no MobilizaçãoBR, pelo João Márcio Dias.

Voltamos ao século XV ou é impressão minha? #vivaadiferenca

(essa foto não foi tirada ontem a tarde. pode não parecer, mas essa ilustração é uma montagem)

 Ah, a internet! Essa maravilha que se popularizou no século XXI. Com este advento hoje qualquer um pode ter voz, opinião. Não dependeriamos de um “formador” para sermos representados. Aqueles velhos dias de cão de grito entalado na garganta acabaram desde a explosão das redes sociais. Isso é ótimo para nós. Dá abertura ao debate. Um milhão de ideias por segundo! É tanta informação que a gente não sabe o que fazer com ela. E com isso, não se informa de absolutamente nada e volta a estaca zero, esperando os bálsamos dos formadores de opinião. Já dizia Mark Bauerlein que nossa geração louva o uso incessante dos dispositivos digitais, o que criou um “casulo” em torno dos jovens, que só se relacionam entre si, 24 horas por dia, sete dias por semana. “A falta de contato com os adultos impede os jovens de crescer.”, afirma Bauerlein.

 Primeiro eu me preocupei bastante com a questão do politicamente correto voltar a baila. Depois da ditadura formalizou-se que tudo era permitido e a gente andou bem tolerante (se é que podemos usar essa palavra) com quase tudo. Humor era humor e informação era informação. Fim. O que não era pra ser levado a sério não tinha relevância. Daí tudo se complicou, porque tudo era piada. Inclusive coisas sérias. Então começaram os movimentos sociais a reinvidicar, cobertos de razão, um pouco mais de respeito. Isso deu caminho para uma série de ataques a qualquer coisa. Tudo é racismo, tudo é homofobia, tudo é intolerância religiosa. Calma, não é bem assim. Nesse passo estamos caminhando para uma ditadura moral. Existe tudo isso, mas não nessa proporção galopante. Ou não existia. Até 2011.

 Desfeito o mito do politicamente correto o povo desembestou a falar as maiores barbaridades em nome da “liberdade de expressão”, ignorando completamente o conceito de que a minha liberdade termina quando a do outro começa, como vovó já dizia. Por sinal, duvido que vovó tivesse tantos problemas com aquilo que falam. Parece que em 1930 minha avó era bem mais moderna que os jovens de hoje. Todo mundo sabia o que era polido e o que era imbecil. A gente se imbecilizou. E os imbecis, por serem numerosos, dominaram o mundo, como previa Nelson Rodrigues. Hoje as pessoas não prezam mais pelo respeito, pela vida em comunidade, pela vida do outro. Nossos pais queriam mudar o mundo e nossa geração quer que o mundo se mude para nós. Se continuar assim, prefiro me mudar do mundo.

 O povo brasileiro que sempre foi aplaudido no mundo por ser uma gente que respeita e trabalha se acomodou com esse status e tudo agora dá abertura para jogar pedra na Geni. Quando Dilma Rousseff foi eleita presidenta tivemos um exemplo puro de ódio com Mayara Petruso convocando paulistas a matarem um nordestino por dia para “fazer um favor” ao país. Dia desses vi uma reportagem de um grupo de Skinheads orgulhosos de materem e espancarem homossexuais, não obstante as declarações de figuras como Jair Bolsonaro e Marco Feliciano contra a igualdade de direitos. Durante a eliminação do Flamengo pelo Ceará, milhares de mensagens contra nordestinos pipocaram o Twitter. Dia desses um jornalista esportivo decidiu sair em defesa da homofobia por conta de um jogo de vôlei. Em meio a tragédia de Realengo todos acusaram o assassino de ligações com o Islã sem qualquer referência. Temos notícias frequentes de que o racismo está crescendo no Brasil e o machismo parece que virou uma virtude. Essa semana um rapaz foi assassinado em Santa Catarina porque flertou com uma moça que não quis sair com o assassino. E como cereja deste bolo, temos dois humoristas (sendo um deles “a arroba mais influente do twitter”) brincando com coisas como estupro e holocausto. Voltamos ao século XV? Nossa mentalidade regrediu desta forma porque raios? Nem nosso pior pesadelo de “Circo dos Horrores” seria tão grotesco.

 A gente (quando digo “a gente” me refiro a todo o BraZil) se desacostumou com o diferente. E aqui não tem movimento político partidário que explique esse movimento. É meramente comodismo e reduzir o mundo a um computador. Negros, muçulmanos, judeus, gays, mulheres, nordestinos, idosos, deficientes, enfermos… todo mundo agora é fora da órbita que uma superioridade espera. E se você está fora deste padrão branco-cristão-hetero-macho-(não homem, macho) -jovem-saudável-bonito-classe média, você merece ser ofendido, ter seus direitos negados e, com a sorte de um novo Deus que surge em nossa televisão, ser espancado até a morte.

 O momento se tornou tão crítico do ódio àquilo que é diferente que não existe mais espaço/razão pra se protestar contra a homofobia, ou contra o machismo, ou contra o racismo, ou qualquer expressão específica de ódio. O pavor se generalizou. Chegou ao ponto de acharem que matar animais por prazer ou estilo é aceitável. E quem é contra merece ser apunhalado. A internet tornou-se o antro da livre opinião, desde que seja a mesma, senão o sangue escorre.

 Proponho, com isso, que nosso foco seja a diferença. Que exaltemos nossas diferenças. O ódio cria o medo e o medo nos calará muito em breve. E com isso, a democracia foi pro espaço. A beleza do mundo está em nossas diferenças e isso nos faz evoluir. A diversidade faz que não fiquemos inertes e compreender o outro. O estrangeiro ao nosso mundo é sempre mais fascinante que nosso casulo. #vivaadiferenca. Vamos emplacar?

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Mudança de Hábito e Estabilização do Peso

Dentre as várias dificuldades do nosso dia a dia, perder peso e fazer atividade física são sempre um grande desafio. Perder peso é um processo que envolve vontade férrea, disciplina e mudança de certos hábitos. Esses fatores contribuem muito para o sucesso na manutenção de um peso saudável.

Para que se consiga sucesso é imperioso passar por este processo de aprendizagem, que consiste em orientações nutricionais específicas, onde conhece e aprende novos hábitos alimentares, proporcionando a escolha correta dos alimentos das suas refeições, tanto quantitativo quanto qualitativamente falando. Desta forma, podemos dizer que independente da causa ou tipo de obesidade, a reeducação alimentar é fundamental, devendo estar associada a um adequado programa de atividade física.

Reeducação alimentar não é regime, mas a forma de resgatar o verdadeiro sentido da alimentação: nutrir o corpo da maneira mais correta possível. Nesse processo, fatores psicológicos também são importantes para perder peso e manter o peso estável. A força de vontade que tanto se fala, reside muito no fato de se procurar assegurar a estabilidade emocional.

Com o trinômio (alimentação equilibrada, exercícios físicos e estabilidade emocional) pode-se, sim, manter um peso saudável!

Obviamente, se fosse fácil, não estaríamos aqui discutindo o assunto. Mas não é impossível, desde que acreditemos em nós mesmo e em nosso potencial. E pense sempre que você não está sozinho. Há sempre alguém com você, e sempre haverá alguém para ajudá-lo.

Ao invés de fechar a boca, abra sua mente! Siga em Frente!

Liliam Teixeira Francisco

Nutricionista – CRN 2001100044-3

Consultórios:

Barra: Città America – Av. das Américas, 700 sala 343 bloco 6 –  Tel.: 2484-5028

Niterói: Rua Cel Moreira César, 229 sala 1712 – Shopping Icaraí – Tel.: 2246-0234

Méier: Rua Dias da Cruz, 556 sala 101 – Tel.: 2289-9403 / 3273-2772

Copacabana: Av. N. Senhora de Copacabana, 1052 sala 901 – Tel.: 2246-0234

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