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Como nós…

O balão e o blog tem me feito conhecer muita gente legal. Pessoas que passaram ou passam coisas semelhantes, problemas semelhantes.
Algum tempo atrás recebi um comentário da Juliana, dizendo que iria colocar o balão, e eu fiquei super animada, para saber como foi, quem era ela. Então pedi para que ela escrevesse um post com a sua experiência, e aqui está. Espero que todos gostem como eu gostei!

Bem, meu nome é Juliana, tenho 32 anos, um filhote de 11 e um super marido. Perdi meu pai há 2 anos e é da família dele que herdei a tendência de engordar. Lutei contra o peso a vida toda, aos 16 anos cheguei aos 79 kg e, depois de uma dieta e muita malhação, parei nos 65 (tenho 1,70 de altura).

Mas, com 20 anos engravidei, engordei 30 kg e nunca mais emagreci. Fiz váááárias dietas, tomei todos os medicamentos que existem e como todos nós sabemos, de nada adiantou. Até que, em 2010, a balança passou dos 100 kg . Fiquei assustada e triste, não aguentava mais lutar sozinha.

Foi aí que comecei a pesquisar sobre o balão intragástrico. Achei o blog da Ana (que me deu a honra de poder contar aqui minha história) e li relatos de muitas outras pessoas, umas vencedoras em suas lutas e outras não. Conversei com meu marido e ele foi totalmente contra, disse que eu não precisava disso (não disse que ele era super??). Continuei insistindo e marquei uma consulta com o Dr. Flavio, da Endodiagnostic.  Em 2 horas de consulta, saí convencida que era aquilo que eu queria para mim, e o maridão também. O médico é tão claro com a gente, que nos dá uma segurança muito grande. Não promete milagres e sim, comprometimento. Não adianta colocar o balão e continuar sem regras e exercícios físicos. A mudança precisa ocorrer de dentro para fora, afinal, não existe um balão para o cérebro. (mas bem que poderia…)

Disposta a mudar, fiz a colocação em 14 de janeiro. Tudo muito tranqüilo, equipe excelente. Confesso que, quando saí do centro cirúrgico, pensei: “Caramba, o que eu tô fazendo aqui!!!”, um misto de insegurança e medo. Nas semanas seguintes, cada vez que eu vomitava, batia o arrependimento.

Hoje, quase 30 dias depois, ele já foi embora. E o que ficou foram as roupas caindo, os centímetros perdidos e os kilos eliminados. Neste percurso, conheci um anjo chamado Lilian (nossa nutri!!!). É para ela que eu ligava pedindo socorro, quando enjoava só de olhar para a dieta.  Cada consulta é um aprendizado, daqueles para a vida toda.

O balão é um trampolim, buscamos nele o estímulo que falta e juntamos com o desejo imensurável de mudança! Desejo este, que me move e me faz ter forças de superar os churrascos, feijoadas e pizzas de uma família festeira.

Não falei para ninguém que coloquei o balão. Só mesmo meus irmãos, mamãe e amigos muito próximos. Fiz esta opção, pois não queria conviver com as pessoas dizendo que “é só você fechar a boca, para que gastar tanto dinheiro!” Me poupei dos comentários desagradáveis. Só quem vive a obesidade para saber que não é só fechar a boca.

Quero e vou emagrecer 30 kg. É minha meta. Depois dos 6 meses, eu não sei. Quero viver cada minuto primeiro, curtir cada calça que não entrava, cada elogio recebido.  E entrar para o rol daqueles que conseguiram… e eu sei que vou!

Beijos de luz.

Juliana Degani

 

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