Arquivo da categoria: o começo

Seguindo os ensinamentos da Sensei Bianca

No último post coloquei as dicas da sensei Bianca para “condicionar” seu cérebro a comer menos, e os resultados foram impressionantes!!

Logo no primeiro dia ao “paquerar” o meu mingau, nem consegui comer todo.  Ao notar o alimento fiquei saciada ao invés de cheia. Sensação comum quando estamos com o balão nos primeiros dias e ainda não sabemos direito a quantidade que cabe no nosso estômago.

Muitas vezes eu fechei os olhos para mastigar e sentir a comida, realmente aproveitar o sabor. E olha foi quase como beijar, hehehe…

A outra técnica foi a de lembrar dela quando olhar para o talher e descansá-lo no prato pelo menos 3 vezes durante a refeição. Essa foto é, inclusive uma homenagem à sensei, tenho pensado muita na dra. Bianca, hahahaha. Mas a verdade é que ainda não saquei o porque, mas tenho descansado bastante o talher.

Com isso a minha refeição demora mais e ultimamente não sinto mais a sensação de muito cheia, que eu tinha antes.

As técnicas funcionam e as aconselho para todos! Mesmo para quem não está com o balão, nem quer fazer dieta.

2 Comentários

Arquivado em Eu e o balão, Mudando meus hábitos, o começo

Os problemas do dia a dia

O meu dia começou estranho, amanheci meio cansada, abatida até que… vomitei!

Nossa, que alívio que eu senti vomitando. Acho que não é uma coisa muito legal de se falar, e dá um pouco de medo de ficar bulímica, mas aí eu liguei para a nutricionista, dra. Liliam, e ela disse que é normal. Já que ontem foi o primeiro dia da nova dieta, tem uma adaptação de quantidade. Depende do tamanho do seu estômago, o quanto de o balão está cheio, ou seja, cada um se adapta de uma forma diferente.

Eu me senti bem durante o dia, mas aí um monte de coisas aconteceram e o mundo prático pareceu cair sobre a minha cabeça. Durante o tempo que fiquei resolvendo meus problemas, não senti o balão. O balão se tornou minha menor preocupação e me fez pensar numa coisa. A nossa vida não é mágica. Nada se resolve sem esforço. E nenhum erro, ainda mais os piores, não são corrigidos em um dia.

O balão não é a solução final e não vai fazer ninguém emagrecer se não quiser, se não superar seus tramas e compulsões. A sua vida não vai parar enquanto você estiver com ele, seus problemas não vão sumir. Caso seus colegas não te deixam em paz, aquele garoto que vc adora e que você acha que nunca te olharia por causa do corpo, nada disso vai mudar ficando magra. Esses não podem ser os motivos pelos quais a gente busca o equilíbrio do corpo. Pelo menos não deve ser, pois quando finalmente tirarem o balão, e você estiver no peso que queria, você não deixa de ser você, nem de ter a sua vida.

Esta é uma oportunidade que está colocada pra mudar de atitude, para dar uma chance ao seu corpo se curar dos abusos. E quando eu digo curar, é exatamente isso. Minha glicose estava em 90, quase no limite, e se eu me tornasse diabética? Eu tenho uma avó diabética.

Os seus erros não serão apagados, nem seus excessos, mas será uma chance de aprender a não cometê-los novamente.

2 Comentários

Arquivado em Emocional, Eu e o balão, o começo, Trabalho e rotina

A primeira pesagem

9 dias com o balão, primeira pesagem e 3,2 Kg a menos!!!

Pois é pessoal, me pesei na balança hoje e estou com 84,4 Kg. Acho uma super vitória, sinceramente. Em todos os aspectos. Ando me sentindo muito mais bonita também, a pele, o cabelo… não sei explicar. Mas me olho no espelho e gosto do que estou vendo.

Não estou fazendo isso apenas pelo peso, como já disse antes, então perto de todas as vitórias que já alcancei, essa é apenas mais uma. No final da noite eu fui visitar a minha mãe e ela também me achou mais magra, mas ainda estou com a barriga inchada. Amanhã eu ligo pro dr. Felipe e saber se esse inchaço é normal.

As tentações da comida ainda não me abandonaram, quando eu vejo as pessoas comendo coisas que eu gosto como um chesseburger, pizza, ou mesmo coisas sólidas. Sinto muita falta de coisas sólidas. Ás vezes, passando na rua, me dá uma vontade doida de chorar de gritar também com vontade de comer coisas que eu não posso.

Quero que esse “vício” de comida vá embora. Vício de ligar meus sentimentos à comida, de sentir necessidade de comer coisas que eu sei na minha cabeça que não fazem bem.

Mas para não terminar esse post num clima ruim, vai uma foto minha, da minha mãe e do Daniel! Boa noite a todos.

2 Comentários

Arquivado em Eu e o balão, fome, o começo

Corpo voltando ao normal

Hoje a tônica do dia foi… voltar ao normal. Foi até engraçado, por muitos momentos eu até esqueci que estava com o balão. A única coisa que permanece é a sensação de saciedade.

Para saber das experiências de outras pessoas eu fui caçar no orkut, de manhã bem cedo, uma comunidade sobre o balão intragástrico. Achei uma bem legal, mas achei muita gente que teve sintomas diferentes dos meus, como fome anormal. Acredito mesmo que a dieta que a dra. Liliam me passou é muito boa, pois não senti nada disso.

Li várias experiências diferentes de gente feliz e gente infeliz com o balão, mas não encontrei tantas pessoas que já tiraram para contar.

Além dessas dúvidas, muitos amigos também perguntaram coisas sobre o procedimento, por isso mesmo eu vou perguntar diretamente ao dr. Felipe na próxima consulta e gravar para vocês. Assim, se alguém quiser perguntar alguma coisa, manda pelo comentário, ou no meu formspring.

Ontem eu tive uma experiência engraçada, dentro do ônibus e estiquei meu braço para me segurar e achei meu braço menor. Bem menor pra dizer a verdade. Isso me deixou muito feliz. Boba, né?

1 comentário

Arquivado em diário, Eu e o balão, o começo, primeiro mês

Coisas que me dão uma vontade de comer…

A ideia sempre foi usar esse blog para falar das coisas do balão intragástrico, de como eu tava indo no tratamento e tal, mas certas coisas fazem parte disso. Os problemas emocionais, por exemplo.

Sinto muita vontade de comer quando estou sob stress ou muito chateada. E hoje não estou me sentindo bem, por muitos motivos, estou me sentindo sozinha.

Isso não vai me fazer sair da dieta, nem nada. Mas eu sei que num dia “normal” me faria comer horrores. Compensar sentimentos com comida. Um hábito que eu estou mudando desde já.

Acordei bem, não tive dores, nem enjôos, estou trabalhando normalmente, sem tontura, nem fraqueza. Dormi relativamente bem, não dá pra deitar em cima do estômago, e para uma pessoa que se mexe muito de noite é difícil. Mas meu sono nunca foi fácil, então não é muito parâmetro.

E para colocar as coisas justas, aí vai uma foto minha hoje! Acho que não estou pálida, nem nada… aliás me sinto bem. A minha calça jeans está um pouco folgada na perna já.

3 Comentários

Arquivado em diário, Emocional, o começo

Fazendo a minha comida

Esse post poderia se chamar, cozinhando para mim também.

Hoje eu fiz uma coisa que não fazia há muito tempo, cozinhar apenas para mim. E foi delicioso! Nem era pra eu comer agora, é para amanhã. Sopinha fresca e suco de laranja lima. Fui, cozinhei as coisas, e me senti muito bem!

Não me lembro a última vez que tinha feito isso. Apenas pra mim.

Nossa, olhando assim até parece egoísmo, mas é engraçado como damos pouco valor a certas coisas básicas. Como cozinhar.

Amanhã eu já introduzo novas coisas na dieta, inclusive a sopa foi feita agora com uma carne. Ah, e amanhã eu passo para os 100ml, não mais apenas 50!

Engraçado que eu ando tendo fome em intervalos de 30 em 30 minutos já. Dessa vez, fome mesmo, não vontade de comer.

E para não dizer que tudo são apenas rosas, hoje me senti um pouco fraca no final do dia, lá pelas 17 horas. Mas depois que cheguei em casa e tomei minha sopa, fiquei bem.

Hmmm, estou sentindo que preciso tirar mais fotos para colocar aqui. Mas me digam, gostariam de ver fotos das sopinhas e comidinhas? Hahahaha, sei não… Dêem uma ajuda em que tipo de fotos eu poderia colocar para ilustrar os posts.

Até amanhã!

2 Comentários

Arquivado em diário, o começo

Fazendo um chá de camomila

Hoje eu acordei de mau humor, super ranzinza.

Não vomitei, senti um pouco de dor, mas os remédios impedem o pior, eu acho. Algumas coisas foram inseridas na minha alimentação a partir de hoje. Chás, suco de maçã e pêra e uma sopinha bem rala e coada.

A sopa tava uma delícia, foram os dois melhores momentos do dia. Feita pela mamãe. Agora estou fazendo um chá de camomila. Apenas 50 ml de cada vez.

Porém, o dia não foi nada fácil. QUE VONTADE ABSURDA DE MASTIGAR!

Gente, que coisa mais difícil! Fico com vontade de gritar.

Eu olho para os lugares e as pessoas estão comendo, o tempo todo! Eu fui passear ontem, e mesmo andando, eu via as pessoas comendo. Os lugares abertos eram restaurantes, quem estava na rua, comendo e bebendo cerveja.

A alimentação é entretenimento.

Não conseguia pensar nessas coisas antes de querer me reeducar. Certas coisas são inércia. Comer, beber, sentir o sabor.

Quando foi a última vez que eu parei para sentir realmente o sabor das coisas que estava ingerindo? Qual foi a última vez que você fez isso? E esse é um hábito bom?

A questão é estarmos em uma sociedade com hábitos gordos.

Outra coisa que me intriga são as propagandas, vemos ao mesmo tempo propagandas diversas de consumo alimentar, acompanhados de propagandas para ter o corpo perfeito. Não tem como não nos sentirmos escravos. E é isso que queremos?

Eu sei que não quero nem uma coisa nem outra. Eu era sim escrava dos desejos alimentares, estou tentando não ser. Também não quero me tornar uma escrava da beleza e do padrão estético.

Essa jornada é muito mais para conhecer o meu corpo, seus limites e como fazer para tratá-lo bem. Aliando uma mente menos consumista e imediatista. O sabor imediato na boca, ao invés do cuidado. O beber muita cerveja para acompanhar os amigos, se entorpecer. E pra que fazemos isso mesmo?

Sair na balada e não beber é a mesma coisa que estar numa roda e não aceitar um baseado? Sair numa pizarria e não comer, também é o mesmo? Comida, como consumimos, é uma droga?

Estou me sentindo em desintoxicação e com muita abstinência.

3 Comentários

Arquivado em Eu e o balão, o começo, saúde x magreza