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Menos de uma semana

É isso, minha última semana com o balão.

Durante todo esse tempo eu passei por um caminho de auto-conhecimento profundo. Posso dizer que, muito mais que emagrecer, todo o processo com o balão foi uma descoberta de quem eu sou. Muitas coisas que eu guardava vieram a tona e passei e entender melhor minhas atitudes, um grande passo para mudá-las.

Desulpa a ausência no blog essa semana, eu estava me recolhendo de vários problemas pessoais, e odeio ficar de #mimimi por aqui. Gosto sim de compartilhar as coisas legais e peculiaridades do tratamento, não quando estou triste.

Aliás, uma coisa importante foi que eu passei esse processo todo por muitos altos e baixos, natal, carnaval, páscoa, viagens… fiz todos os testes possíveis de comportamento para me adequar a minha nova realidade.

Aliás, eu estava lendo no Papo de Gordo na semana passada, e o Dudu Sales estava falando em como começou a comer muito mais depois da dieta, e eu sinto o mesmo. Antes eu passava muito tempo sem comer, hoje me preocupo em sempre carregar algo na bolsa. Ou seja, mudou tudo! Parece que não, mas são pequenas coisas que fazem a nossa rotina. E quando acabamos entendendo que comer direito, tomar bastante água, fazer exercícios é muito mais se amar, que apenas pela estética, toda nossa perspectiva muda.

Estou com vontade de tirar o balão, sinto que vou começar uma nova fase assim que isso acontecer. E me sinto completamente preparada para ela.

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Retirada do balão

Ontem eu fui na última consulta com o dr. Felipe, na endodiagnostic. Marquei a data para a retirada do balão, dia 23 de junho.

Sabe, eu tô tranquila sobre isso, eu sinto que aprendi a me alimentar nesses meses todos. Por isso também me sinto segura quanto a não ter o balão dentro do estômago.

Eu aprendi que o emagrecimento é um processo contante e para a vida, é uma atitude, um hábito.

Bom, acho que é isso. Desejem-me sorte!

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Arquivado em diário, ENDOdiagnostic

4 meses e 11 kg de gordura depois

Bom pessoal, 4 meses já se passaram e as mudanças que o balão tem me trazido são muitas. Desde que comecei a colocar minha dieta em equilíbrio (sim o caminho pra uma vida inteira está apenas começando), me redescobri em vários aspectos. Coisas que a comida, de certa forma, supria.

Ou eu colocava a comida no lugar, tanto faz.

Mas a verdade é que bem mais que apenas perda de gordura, eu tenho aprendido demais sobre mim mesma, até a como ser mais vaidosa. Tive que até mesmo enfrentar tristezas que nem sabia que tinha. O meu amadurecimento nessa fase eu devo principalmente a essa busca por equilíbrio. E saúde.

Eu diminui no mínimo 2 cm em cada uma das medidas do último mês pra cá, além de ter aumentado o meu peso magro (sangue, líquidos, ossos, músculos). Que significa que estou com meus músculos bem mais desenvolvidos e preparados.

Porém, o mais impressionante foi a diminuição de 9 pontos na dobra da cintura em apenas um mês!

Meu percentual de gordura no corpo hoje é de 30,5%. Quando eu comecei estava com 41,4%.

Estou feliz e me sentindo realizada com os resultados. É bom se sentir mais disposta e bonita.

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Arquivado em diário, ENDOdiagnostic, Eu e o balão

Manhã nublada

Hoje resolvi voltar a fazer meus exercícios de manhã. De noite o tempo que eu tenho para chegar do trabalho e sair pro personal trainer era pequeno, e eu ainda queria chegar em casa e jantar, conversar com o Daniel, enfim… a manhã é uma opção muito melhor.

Meu problema mesmo sempre foi acordar cedo. Uma notívaga convicta tem seus problemas com as manhãs, hehehe.

Ver o Leblon de manhã é muito gostoso devo admitir também, ver o pessoal caminhando. Não que de noite não tenha isso, mas o mar não tem aquele aspecto tão ameaçador.

Além disso, de noite fico mais livre para ver outras coisas.

Bom, mudando completamente de assunto, eu tenho que dizer que Metal e Hard Rock são as melhores coisas para se caminhar! Eu me empolgo completamente! Caminho mais rápido e tudo.

Aliás, hoje tive um problema em manter meu ritmo cardíaco abaixo dos 130 que o pessoal da Labofit me recomendou. Eu tive que “pegar” leve, o que me surpreendeu. A evolução do meu treinamento é grande, dá pra notar fácil no meu condicionamento.

A única coisa ruim do balão até agora foi a quantidade de cabelo meu que está caindo. Acontece o mesmo com vocês?

Bom, outra boa notícia é que sexta-feira é meu aniversário, e ganhei meu segundo presente (o primeiro foi do meu pai), uma corrente linda linda linda. Aliás, minha mãe tem bom gosto!

Estou super animada também com a chegada dos 29 anos.

 

Olha aí minha corrente linda!

 

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Assumindo meus erros

Acho que esse é o post mais difícil que eu já fiz. E olha que muitas mulheres com o balão que eu conheci no orkut, usam fakes. Acho que ainda existe vergonha e preconceito. Mas não é isso que eu gostaria de falar.

Quando eu comecei o blog tive um pouco de reticências quando a expor meu peso e meus obstáculos. É difícil dizer que se pesa esse ou aquele peso. Mas superei isso, e estou feliz de poder falar dessas coisas sem tanto problema.

Porém, tem uma coisa que eu nunca tinha enfrentado antes, a COMPULSÃO ALIMENTAR.

Estou escrevendo assim em letras bem grandes, pois é um problema igualmente grande. Até ontem eu nunca tinha admitido sofrer isso, acreditando piamente que um exagero ou outro não eram uma coisa assim tão ruim. Cheguei a falar para o dr. Felipe que eu não sofria desse mal, e que não teria problemas em ter alguma crise.

Minha mãe sempre diz que ser gorda é como ser alcoólatra e eu sempre interpretei isso como uma metáfora e nunca de forma literal. Olhava como até um exagero da parte dela, pois no alcoolismo a pessoa não consegue se conter e sofre uma grande dependência química.

Minha opinião mudou ontem.

Eram umas 4 da tarde e eu comecei a sentir uma dor muito intensa no estômago. Eu relatei isso no twitter e tudo o mais, enfim… senti a dor até chegar em casa e durante toda a noite. Não conseguia nem mesmo tomar água sem sentir ânsia de vômito. Tentei ligar para o dr. Felipe, mas não conseguia me focar, nem tentar direito. Foi quando aconteceu.

Senti uma vontade imensa de comer. Eu tremia, chorava. E sabia que não era de dor, mas sim, uma necessidade incontrolável de comer. Como uma pessoa com dor, sem conseguir tomar nem água, sente necessidade de comer um lanche? Eu queria comer um lanche do McDonald’s, com bastante queijo, molho, carne.

Por instantes eu tive a impressão que poderia quebrar tudo em casa, bater na parede, xingar, brigar, pela necessidade de ingerir aquela combinação de coisas. E eu finalmente olhei para mim e para a minha vida.

Enxerguei diversos momentos em que eu estava bem, comendo de forma controlada, aí acontecia algo que me deixava triste, ou estressada e eu tinha crises em comer uma quantidade enorme de comida. Eu me lembrei de comer muitos mais pedaços de pizza que conseguia aguentar, apenas pela sensação de enfiá-los pela boca.

Por algum motivo esses momentos estavam apagados na minha mente, ou não tinham a importância que deveriam na minha memória.

Ontem por alguns momentos eu achei que iria morrer ali, ou tirar o balão pela boca, ou abrir minha barriga pra tirar na marra. Não sei se alguém que vai ler isso já passou por alguma desintoxicação, ou já foi viciado em alguma substância. Mas ontem eu senti como se eu fosse, e no fundo eu sou.

Não… não no fundo, bem na frente mesmo. E acho que só eu não conseguia ver isso.

Então eu tive medo, lembrei que a minha glicose estava no limite, que posso ter problemas ainda maiores no futuro. Mesmo todos os problemas do mundo a superar, compensam a minha saúde? Um prazer momentâneo compensa tudo que vem com isso?

Não comi, antes que me perguntem, aguentei. Mas por muitos momentos, achei que não aguentaria. E uma próxima vez?

Isso eu não sei dizer, mas sei que quero controlar, mas sei que eu não quero mais ser assim.

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Arquivado em diário, Emocional

A primeira pesagem

9 dias com o balão, primeira pesagem e 3,2 Kg a menos!!!

Pois é pessoal, me pesei na balança hoje e estou com 84,4 Kg. Acho uma super vitória, sinceramente. Em todos os aspectos. Ando me sentindo muito mais bonita também, a pele, o cabelo… não sei explicar. Mas me olho no espelho e gosto do que estou vendo.

Não estou fazendo isso apenas pelo peso, como já disse antes, então perto de todas as vitórias que já alcancei, essa é apenas mais uma. No final da noite eu fui visitar a minha mãe e ela também me achou mais magra, mas ainda estou com a barriga inchada. Amanhã eu ligo pro dr. Felipe e saber se esse inchaço é normal.

As tentações da comida ainda não me abandonaram, quando eu vejo as pessoas comendo coisas que eu gosto como um chesseburger, pizza, ou mesmo coisas sólidas. Sinto muita falta de coisas sólidas. Ás vezes, passando na rua, me dá uma vontade doida de chorar de gritar também com vontade de comer coisas que eu não posso.

Quero que esse “vício” de comida vá embora. Vício de ligar meus sentimentos à comida, de sentir necessidade de comer coisas que eu sei na minha cabeça que não fazem bem.

Mas para não terminar esse post num clima ruim, vai uma foto minha, da minha mãe e do Daniel! Boa noite a todos.

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Arquivado em Eu e o balão, fome, o começo

Corpo voltando ao normal

Hoje a tônica do dia foi… voltar ao normal. Foi até engraçado, por muitos momentos eu até esqueci que estava com o balão. A única coisa que permanece é a sensação de saciedade.

Para saber das experiências de outras pessoas eu fui caçar no orkut, de manhã bem cedo, uma comunidade sobre o balão intragástrico. Achei uma bem legal, mas achei muita gente que teve sintomas diferentes dos meus, como fome anormal. Acredito mesmo que a dieta que a dra. Liliam me passou é muito boa, pois não senti nada disso.

Li várias experiências diferentes de gente feliz e gente infeliz com o balão, mas não encontrei tantas pessoas que já tiraram para contar.

Além dessas dúvidas, muitos amigos também perguntaram coisas sobre o procedimento, por isso mesmo eu vou perguntar diretamente ao dr. Felipe na próxima consulta e gravar para vocês. Assim, se alguém quiser perguntar alguma coisa, manda pelo comentário, ou no meu formspring.

Ontem eu tive uma experiência engraçada, dentro do ônibus e estiquei meu braço para me segurar e achei meu braço menor. Bem menor pra dizer a verdade. Isso me deixou muito feliz. Boba, né?

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Arquivado em diário, Eu e o balão, o começo, primeiro mês